15/03/2018

O evangelho está sendo pregado!

Kampala, Uganda - Março de 2018

“E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo habitado, como testemunho a todas as nações, e então chegará o fim." Mateus 24:14.


Paradoxo Africano e o Desfio Missionário
Atualmente, somos por volta de 180 milhões de cristãos evangélicos na África sub-sahariana. Mais Cristãos evangélicos do que em qualquer outro continente. Neste mesmo continente, ainda cerca de 350 milhões de pessoas não alcançadas e 1000 povos que não tiveram a oportunidade de conhecer a Jesus. 


39% da população da Nigéria é considerada cristã. Já o seu vizinho, o Níger; a porcentagem de cristãos é de 0,1%. Exemplos como este são frequentes na África. Não há ainda continente no mundo com tamanho paradoxo.  

Nos países considerados cristãos, as igrejas geralmente se localizam nos centros urbanos, e seguem o nosso padrão ocidental de crescer e multiplicar. Excluindo problemas teológicos, trabalhar para o crescimento não teria nada de errado, se não fosse pelo esquecimento das necessidades de seus vizinhos. Se não fosse pela omissão da responsabilidade do IDE, da dificuldade de entendimento do papel da igreja em levar o evangelho a todos os povos!


2018 – Ano de Mobilizar a Igreja Africana para Missões
No mês de fevereiro a liderança da nossa organização – AIM/Miaf (Missão para o Interior da África), se reuniu no Quênia para definir e planejar mais estratégias para a mobilização de missionários locais. Rodrigo esteve mais de 10 dias em Nairóbi fazendo parte destas reuniões. Muitos desafios são reconhecidos e muitos outros foram levantados em relação à este processo de mobilização de pastores, líderes e igrejas locais. Entendemos a importância e a urgência de uma visão mais abrangente quanto ao IDE aos não alcançados do continente, e o quanto a igreja local africana também pode e deve fazer sua parte neste projeto de Deus. 


Por lacunas e falhas no processo de ensino e discipulado de novos cristãos. A igreja africana vem sendo acostumada e ensinada a ser somente receptora, não compreendendo a abrangente importância de também se doar. Muitas vezes, ainda enxergam “os brancos” simplesmente como fonte de recursos. E infelizmente alguns projetos (mesmo que com boas intenções) ainda continuam reforçando esta visão assistencialista e causadora de eternos dependentes.