24/05/2018

Precisamos de Cristo

Toledo, maio 2018


“…uma geração má e adultera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, exceto o de Jonas…” (Mt 12:39)

Os fariseus e saduceus – religiosos contemporâneos de Jesus – sempre permaneceram incrédulos quanto a identidade de Cristo – obviamente alguns foram iluminados pela graça divina e foram transformados como é o caso de Paulo. Contudo, a grande maioria do Sinédrio, permaneceu cética.

Certamente, a dureza que gerava incredulidade, provinha do pecado que habitava seus corações, pois é assim que Jesus os descreve: maus e adúlteros. Por conseguinte, a mensagem de Cristo “...arrependei-vos e crede no Evangelho”, não era bem-vinda. De fato, a mensagem de Jesus, mesmo sendo vindicada pelos seus milagres e fundamenta nos profetas, era ofensiva àqueles que tinham uma vida imoral e dupla. Não era ofensiva por ser caluniosa ou desprovida de verdade, mas porque expunha o interior desses que tentavam mascarar suas impurezas com uma religiosidade morta, mórbida e  muitas vezes até hipócrita.

Toda essa capa de religiosidade, os impedia de olhar para si mesmos e contemplar, na miserabilidade de seus pecados a necessidade que tinham de ser redimidos pelo Messias e depender totalmente da Graça! 

De fato, esse é o amago da fé cristã descrito pelo Dr. D.A. Carson com fidedignidade: 

“...a exclusividade da fé cristã, não vem por uma aparente superioridade moral, mas pela miserabilidade de homens e mulheres pecadores que pela graça conseguiram enxergar o quanto necessitam de um salvador...”.

Com base nisso, esses fariseus não precisavam ver mais uma manifestação do poder de Jesus (e olha que eles já haviam visto muita coisa) e sim precisavam de um único sinal: A morte e ressureição de Cristo, que poderia produzir, não um “show pirotécnico” na esfera dos milagres, mas vida - a regeneração de corações inclinados ao pecado e tomados pela justiça própria. Eles não precisavam de mais religião, e sim de Cristo. Não precisavam de mais instrução e sim apenas e exclusivamente de Cristo.

Queridos irmãos, durante as eras, a mensagem de Cristo tem permanecido como um estandarte de luz em meio as trevas e nunca será mudado, mesmo apesar do que vemos hoje. Assim, a nossa geração também precisa, não de mais milagres, mas o sinal de Jonas: a morte e ressureição de Deus-Homem, Jesus de Nazaré, que tem poder para regenerar corações e vidas destruídas pelo pecado pela Graça. 

Que o SENHOR nos ajude a proclamar o Sinal de Jonas a todos que adentrarem em nossas vidas.

Portanto:

1 – Precisamos de Cristo e não da religião
2 – Precisamos reconhecer nossa miserabilidade
3 – Precisamos proclamar essa verdade a todos.
 
Por fim precisamos apenas da Graça que vem do alto.