19/04/2017

Jornada em Moçambique

Graça e paz a todos!!
Amados queremos compartilhar um pouco da nossa jornada missionária em Moçambique. Na foto acima temos os nossos formandos caminhando alegre e triunfantemente para o culto de formatura. Louvado seja Deus!!

António José Madocha (pseudônimo) vem de uma família que pratica a “religião tradicional”, o que significa envolvimento com feitiçaria. Como ele mesmo disse, a família tem uma longa linhagem de feiticeiros que foi quebrada com a conversão do seu pai, uma tia e do próprio António José. Os demais ainda estão envolvidos. Ele é um jovem estudante do bacharel em Teologia, casado, pai de um filho de 3 anos, e que tem enfrentado muitas lutas para manter-se e continuar seus estudos. Ele é um irmão comprometido com Jesus, inteligente, fala inglês, tem formação técnica (nível médio), mas não consegue emprego devido à crise econômica em Moçambique e porque ele não paga suborno para obter um trabalho. Nas férias de janeiro conseguiu um bico na sua área profissional, viajou mais de 1.000 km e ficou trabalhando algumas semanas. O ‘patrão’ viajou e os deixou na mão, literalmente. Ele conseguiu uma carona de caminhão para voltar para casa, sem nenhum centavo no bolso. Com isso perdeu 2 semanas de aula. Logo que chegou seu filho adoeceu, ficou 10 dias na UTI, e finalmente melhorou e está em casa, mas o casal não tinha o dinheiro para comprar os remédios. Perdeu mais uma semana de aula. Na mesma semana, ladrões entraram na sua casa (um cômodo cedido pelo tio), e levaram o pouco que eles tinham. Irmãos, vocês não imaginam a pressão que este jovem casal sofre dos parentes e pessoas incrédulas por causa de todas estas ruins que aconteceram. A crença popular é que isso é fruto de algum “trabalho” espiritual de alguém (feitiço), ou retaliação dos ancestrais porque o casal fez algo que os desagradou. Eles confiam em Deus, mas tem sofrido.
Esta é uma ilustração viva da situação de alguns alunos do IBS, com maior ou menor grau de semelhança. Por que escrevo isso? Para que os irmãos entendam melhor os desafios por aqui, e orem por nós, pelos nossos alunos, por este país que amamos, e pela igreja de Cristo aqui, que tem uma grande responsabilidade no processo de transformação da sociedade.

  

Chuva, muita chuva! Nos últimos meses experimentamos um verão Beirense extremamente quente e chuvoso, bem diferente do ano anterior. As chuvas intensas causaram inundações em bairros residenciais, ruas, escolas e até no IBS. (Foto à esquerda é de um prédio do IBS. À direita, da rua da nossa casa). Como Beira é uma cidade abaixo do nível do mar a água não tem para onde correr, o que significa água parada por muitos dias. Pessoas perderam pertences, comida, e algumas casas (feitas de barro e palha) simplesmente desmoronaram. Sentimo-nos entristecidos e impotentes diante de tantas necessidades, e temos que aprender a lidar com estas situações.

  

2 anos de Moçambique! No mês de fevereiro completamos 2 anos em Moçambique, motivo de louvor e gratidão a Deus. Percebemos que à medida que o tempo passa nos sentimos mais “em casa” para viver em todos os ambientes. Aqui frequentamos a Igreja Missão Viva Esperança em Cristo, uma igreja muito especial que nos acolheu de maneira amorosa desde o primeiro dia. Temos aprendido com os irmãos, sido abençoados pela comunhão com eles, e também servido com pregações, estudos para homens, líderes, mulheres e casais.
As fotos acima são da igreja reunida e da liderança (pastores e presbíteros).