23/11/2020

Uma oportunidade para mudar da competição para a cooperação

“Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.” Efésios 4.4-6

Durante os últimos meses, estive me perguntando sobre o que significa ser um ministro em uma situação específica. O que se exige dos homens e mulheres que querem trazer a luz para a escuridão, “anunciar a boa-nova aos pobres; {...} proclamar aos aprisionados a libertação, aos cegos a recuperação da vista, {...} por em liberdade os oprimidos, e {...} anunciar um ano da graça do Senhor?” (Lc 4,18-19). O que se espera de um homem ou de uma mulher chamados a mergulhar inteiramente no turbilhão e agonia dos tempos atuais e dizer uma palavra de esperança? Muitos de nós temos nos adaptado perfeitamente bem ao espirito geral de letargia. Outros tem se tornado cansado, exausto, desapontado, amargo, ressentido ou simplesmente entediado. Ainda há os que permaneceram ativos e envolvidos – mas acabaram vivendo mais em seu próprio nome do que em nome de Jesus Cristo. Isso não é tão surpreendente. As pressões do ministério são enormes, as demandas são crescentes e as satisfações vão diminuindo. Deus quer que avancemos apesar das dificuldades. “Vivemos em esperança, avidamente aguardando e avançando para o que está adiante. (Filipenses 3:13-14)

É impressionante a enorme variedade de igrejas e a frequência com que acontecem disputas e divisões. Mesmo assim, a Bíblia nos lembra dessas verdades unificadoras: só existe um Deus; a esperança é a mesma
para todos; o batismo é o mesmo (para dentro do corpo de Cristo desprezando as formas), a fé é a mesma. Um só Deus e Pai de todos. É importante reconhecermos essa verdade: Deus está no outro também; não é propriedade nossa. O que estamos oferecendo? Será que a igreja está agindo como crianças birrentas, com cada um defendendo o seu espaço? A crise da pandemia nos uniu? Sabemos que para superar precisaremos de todos e trazer nossa nação de volta à saúde. Nós precisamos estar todos juntos nessa e não desconectados. A ênfase é no que eu estou fazendo em vez de no que Deus está fazendo. A igreja de Jesus precisa crescer, estamos repetindo os mesmos comportamentos, mesmas atitudes e descobrimos nossa incapacidade de acrescentar uma polegada que seja a nossa estatura espiritual. A cultura do bem estar nos anestesia, quase sem nos dar conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios, já não choramos à vista do drama dos outros. Vidas são ceifadas, que não nos incomoda de forma alguma, desenvolveu-se uma globalização da indiferença. Por que as igrejas fazem missão sozinhas? Por que nem dialogamos com outras denominaçoes sobre as necessidades de nossa cidade e mundo? Quem ganha quando competimos? Seria possivel mutuamente respeitar, apoiar e aprender uns dos outros? Essas são as inquietações sobre as quais eu gostaria de chamar a atenção nesse informativo.
Um convite para entrar no diálogo missionario, para repensar o relacionamento das diversas peças no grande quebra cabeça da missão de Deus. Vejo nas mudanças e crises mundiais uma oportunidade de um novo tempo. Uma oportunidade para mudar da competição para a cooperação.

Venha seja minha luz
Somos chamados para implacavelmente ser luz e amor nos lugares mais escuros. É por isso que temos de aparecer, temos de nos sentar com a mãe de luto, dar-lhe arroz suficiente para que os seus filhos não tenham mais fome, e ajuda-la a preparar uma lona para abrigar os seus filhos. Isto é suficiente? Sabemos que não é, mas nesta crise, com mais de 1.700 milhões de imigrantes e refugiados, que vivem no Brasil, é o que podemos fazer. Para esta mãe, as nossas ações serão o amor mais gentil, elas serão luz neste lugar
escuro. Como povo de Deus, nós temos sido chamados de muitas formas para servir como trabalhadores de resgate deste mundo. Somos convidados para entrar na comunhão dos sofrimentos de Cristo. Sim os refugiados estão em nosso meio e estão vindo de áreas com muito pouco ou quase nenhum acesso ao Evangelho, apenas entre os africanos no Brasil, estima-se que entre 20% a 30% fazem parte de povos não alcançados. Estima-se que 140 milhões de africanos estão vivendo fora do seu continente!

Sobre finais e começos
Encerramos o curso da Meab, foi enriquecedor, pude conhecer e aprender do mundo islâmico. Veio agregar conhecimento e nos despertar ainda mais para a necessidade de nos aperfeiçoarmos cada vez mais! Vimos da importância de ter bases da fé cristã solidas e do conhecimento da Teologia islâmica. Há pontos chaves que são fundamentais para levar o muçulmano a ver Jesus muito além de um profeta. Estou iniciando um novo ciclo, com parcerias das igrejas locais, desenvolvendo relacionamentos, alcançando essas comunidades. Iniciei alguns contatos, com lideres (professores) da Unila - Universidade Federal da Integração Latino-Americana, a vocação da UNILA é o intercambio acadêmico e a cooperação solidária com países integrantes do Mercosul e com os demais países da América Latina. Através desse líder (professor) africano e muçulmano, estarei chegando aos imigrantes e refugiados da região.

Participar da missão é um privilegio. Deus tem uma missão no mundo e convida a todos os seus seguidores a se envolverem com ela. Precisamos ser intencionais. Estamos vivendo o melhor momento da igreja, se entendermos o que está acontecendo. Há um protagonista na história, esse Deus está ativo. Ele está construindo a história – A História da sua Gloria. E no meio de tudo isso, há um povo remanescente que teme ao Senhor e respeita a Sua palavra. Que nos esforcemos para fazer parte desse remanescente,
pois é D’Ele que pode brotar de novo a misericórdia.

Por favor orem comigo:
  • Pelos imigrantes e refugiados muçulmanos que vivem na cidade de Foz e região;
  • Pelas igrejas e seus pastores, para que eles não se tornem empecilhos;
  • Pelas pessoas de paz e pelos contatos com a Universidade Unila;
  • Pela fidelidade dos mantenedores e intercessores;
  • Pela minha saúde fisica, emocional e espiritual.

Muito obrigado por sua intercessão e apoio. Em qualquer situação sempre JUNTOS!!
Que a graça de Jesus esteja sobre sua vida e família,

Miss. Suely Sanches Monteiro

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Publicado por Nivea